Tecendo prosa
26 nov

Minha mãe nasceu e cresceu na roça. A filha do meio dos Pandeló ajudava nas tarefas domésticas e do sítio, mas logo pegou gosto pelos livros. Diferentemente de suas irmãs, que não davam muita atenção aos estudos, minha mãe veio pra cidade, formou-se professora, e hoje, aposentada, é uma grande amante do teatro.
Ao assistir à atriz Cida Mendes, na gravação do Estácio Ativa, falar sobre Concessa Tecendo Prosa, senti o desejo instantâneo de levá-la ao espetáculo. O monólogo, que já está em cartaz há 12 anos, é sucesso de público e crítica, e seria ideal pra nós, já que em nossa terra natal as peças são raras e, quando acontecem, são destinadas ao público infantil.
O preço do ingresso estava salgado, mas valeu a pena. Cida Mendes te tira de um mundo de modernidade e correria para se focar na gente simples do interior, que também tem sonhos e desejos. Mais que isso, ela mostra a cara de muitas brasileiras, que, em sua simplicidade, são mulheres fortes e determinadas. Obrigada por esse retrato fiel, Cida.
de tentar me distanciar dele também – afinal, ele é um pitbull misturado com não sei o que – não consegui. O Blade é grande, bruto, pesado, mas adorável. Ele me derrubou, me arranhou, mas viramos amigos.