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Tecendo prosa

26 nov

13

Minha mãe nasceu e cresceu na roça. A filha do meio dos Pandeló ajudava nas tarefas domésticas e do sítio, mas logo pegou gosto pelos livros. Diferentemente de suas irmãs,  que não davam muita atenção aos estudos, minha mãe veio pra cidade, formou-se professora, e hoje, aposentada, é uma grande amante do teatro.

Ao assistir à atriz Cida Mendes, na gravação do Estácio Ativa, falar sobre Concessa Tecendo Prosa, senti o desejo instantâneo de levá-la ao espetáculo. O monólogo, que já está em cartaz há 12 anos, é sucesso de público e crítica, e seria ideal pra nós, já que em nossa terra natal as peças são raras e, quando acontecem, são destinadas ao público infantil.

O preço do ingresso estava salgado, mas valeu a pena. Cida Mendes te tira de um mundo de modernidade e correria para se focar na gente simples do interior, que também tem sonhos e desejos. Mais que isso, ela mostra a cara de muitas brasileiras, que, em sua simplicidade, são mulheres fortes e determinadas. Obrigada por esse retrato fiel, Cida.

Bye, bye, doggy

13 fev

Nunca me considerei uma dog person. Achava que era uma cat person até que um deles me arranhou. Desde então mantive distância dos animais que sempre povoaram minha casa: cães, gatos, maritacas, tartarugas e coelhos.

Mas quando o Blade veio morar em nossa casa, a pedido da minha tia, apesar bladede tentar me distanciar dele também – afinal, ele é um pitbull misturado com não sei o que – não consegui. O Blade é grande, bruto, pesado, mas adorável. Ele me derrubou, me arranhou, mas viramos amigos.

Mas, influenciado por más companhias – a.k.a. os outros dois cachorros da casa – Blade ficou insuportável. Latia o tempo todo, especialmente à noite e na hora das refeições. Não deu mais. E, depois de uma incessante procura por um novo lar para ele, minha tia, sua dona, o levou, hoje, às seis horas da manhã – não sem antes acordar todos os vizinhos.

Consegui o que queria, posso dormir em paz. Mas ficou aquele vazio do cachorro que se foi. Ironia do destino…