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Compartilho o pão, mas não o café

23 jan

Minha mãe me ensinou a partilhar, da mesma forma que sei que sua mãe também te ensinou: dividir lanches e brinquedos, por mais difícil que possa ter sido em nossas infâncias, ajudou a nos preparar para enfrentar o mundo, de certa forma.

Sou totalmente a favor da prática. Empresto DVDs, livros, perfume, acessórios. Ofereço biscoitos, salgadinhos, taça de vinho e até Ferrero Rocher. Há, porém, certas coisas incompartilháveis, por assim dizer. E não falo nem de roupas íntimas e escova de dentes – são óbvias demais. Falo mesmo daqueles itens que você valoriza tanto, que quer só pra si.

Você já deve ter ouvido falar do Joey, personagem comilão de Matt LeBlanc em Friends, por exemplo (a não ser que você viva em outro planeta ou seja vizinho de caverna do Osama). Ele é um cara muito legal, charmoso com as mulheres, amigo leal, mas há duas coisas que ele não compartilha, de jeito algum: comida e seu pinguim de pelúcia, Hugsy (cenas abaixo).

Há duas coisas que prefiro evitar compartilhar: café e milk shake de Ovomaltine do Bob’s. É que eu adoro café. E não é necessariamente um item em escassez aqui em casa. Quando ofereço café à minha mãe, ela diz: ‘Pode deixar, eu bebo com você’. Não haveria problema algum, mas todo café que está na minha xícara eu bebo, não importa quantas vezes você servir (também tenho essa relação com taças de vinho, não sei porquê!). Então, pra evitar que ela fique sem, levo uma xícara separada pra ela, só pra garantir. Além disso, sou fã incondicional de milk shake, mas o Ovomaltine não é apenas isso: ele está no território sagrado dos milk shakes. Delicioso, cremoso, refrescante… e caro. Quando tenho um só, divido com quem quer esteja me acompanhando. Mas se tiver mais dinheiro na carteira, prefiro comprar um para o acompanhante também, porque tomar esse milk shake, pra mim, é o ponto alto do dia. Se ele for só meu, melhor ainda.

Não dividir uma porção de batatas não faz de Joey uma pessoa ruim, e não é egoísmo. Cada um tem coisas suas, só suas. É uma forma de individualismo que já vem embutida na maioria de nós.

Não seja egoísta, nunca. Compartilhe quase sempre.

Bem-vindo, 2010

31 dez

NewYearsEve

2009 foi um bom ano pra mim, de forma geral. Aconteceram mais coisas boas que ruins na minha vida, e sou grata por isso. Foi mais um daqueles anos que passam voando – parece ser a tendência, não? Vimos as consequências da crise (que foram mais que uma marolinha), fomos escolhidos como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, a música pop perdeu seu rei, o Sarney não caiu fora, o Kanye quis aparecer no VMA, Avatar veio pra revolucionar, o Flamengo foi penta (ou hexa?), um vestido curto deu muito o que falar, ficamos no escuro, Obama tomou posse, Copenhague decepcionou, a gripe suína assustou.

Agora, às vésperas de 2010, paro e penso em tudo que 2009 trouxe, seja bom ou ruim. Mesmo que o rito de passagem de ano seja apenas uma convenção de calendário, nenhum dia demonstra melhor nossa capacidade de renovação que o 31 de dezembro. Estou pronta pra me despedir do ano velho e entrar em um novinho em folha. Seja bem-vindo, 2010.

Ao mestre, com muito carinho

12 dez

Essa foi a última semana na faculdade – desse semestre, pelo menos. Provas finais feitas, presentes de amigo oculto trocados, férias. Esse período aprendi a segurar uma câmera (e pouco além disso), conheci os primórdios da comunicação, descobri que sei ler do TP, y otras cositas más. Porém, o que mais ficou do meu primeiro contato com a Comunicação Social foi um senso crítico aumentado, exponencialmente até.

Isso, graças ao professor Bibiano. Professor de Linguagens, foi através dos mais belos e variados textos que Bibiano nos mostrou uma língua bela – a nossa. E foi através dos textos jornalísticos mais mal escritos que o professor mostrou o quão importante é a organização das ideias, a perfeita concordância, os perigos da ambiguidade. Eu, que já não era fã dos erros de Português (ou de qualquer outro tipo) em publicações, me vi ainda mais crítica do que leio, e principalmente do que escrevo.

E foi aí que parei para pensar no quanto nossos professores moldam nossa vida, atitudes e opiniões. A minha primeira professora, na verdade, foi minha mãe.  Entre muitas outras coisas, ela me ensinou que ler era legal. Muitas das minhas memórias de infância incluem minha mãe lendo algo – que fosse uma revista, trabalhos de alunos, a Bíblia. Eu achava o máximo ver os olhos ela correndo pela página, tão ligeiros. Foi então que aos 4 decidi que já era grande o suficiente para aprender a fazer o mesmo. Era uma verdadeira sede de leitura. E a primeira palavra que ela me ensinou foi to-ma-te. Me lembro como se fosse ontem. Nós duas, sentadas ao sofá, usando um banco como suporte. Minha mãe escreveu algumas palavras em um papel de pão (essa memória pode ser implantada, admito), me ensinando as sílabas mais simples. E eu aprendi o resto sozinha. Resultado: gosto de juntar sílabas até hoje.

Tia Rozana me ensinou que eu podia faltar aula e ainda assim dar conta do recado. Como estudava na mesma escola onde minha mãe trabalhava (e que por sinal ficava em Tebas, distrito de Leopoldina, sinônimo de milhares de idas e vindas de ônibus ao longo dos anos), ela às vezes dizia que eu podia ficar em casa se estava chovendo, por exemplo. E quando eu voltava, eu ainda conseguia pintar, seguir o tracejado, fazer colagens. Esse aprendizado eu carrego comigo até hoje!

Anos depois, com a Lecília, redescobri os prazeres da leitura, com a coleção Vagalume. Ela me emprestava livros, eu pegava na biblioteca. Dois anos depois, eu já havia lido alguns clássicos, incluindo Machado de Assis e Shakespeare. Foi mais ou menos nessa mesma época que descobri que não poderia ser uma arquiteta, como imaginava, porque dependeria de uma coisa chamada Matemática, que cada vez ficava mais complicada.

Com as inúmeras professoras de Inglês que tive, cheguei à conclusão de que a educação estava mesmo falida. Uma delas, porém, despertou minha paixão pela língua: Tatiane foi a primeira que parecia saber do que estava falando (e sabia mesmo) e me fez ver como era divertido ver uma série e compreender o que era dito sem depender das legendas. Acho que devo a ela cada centavo do que ganhei como professora de Inglês, anos depois.

Com a Maria Helena, descobri que, se tudo desse errado e eu não conseguisse fazer algo de que realmente gostasse, poderia virar professora do Cefet. Seria uma bela oportunidade, andar de carro novo, faltar de vez em quando, não fazer esforço algum para que os alunos aprendessem e ser bem paga para tal. Infelizmente, foi um ano inútil de “aulas” de História, que só aprofundou meu desgosto por aquilo que (não) aprendi: a Antiguidade. Foi o Magno, ainda no Cefet, que me mostrou que eu estava no lugar errado. Muito exigente (e nem sempre educado), ele nos fazia montar circuitos e diferenciar diodos e calcular isso e aquilo. Foi quando eu desisti do curso por inteiro.

Já no Equipe, no ano seguinte, descobri que a Física não é, na verdade, o inferno na Terra. Foi o Ormeu que me mostrou o lado interessante da calorimetria – veja só! Foi ele quem me proporcionou o meu primeiro 10 na matéria e as fórmulas na prova, me libertando da decoreba – tudo isso usando uma camiseta do Rolling Stones. E veio o Josenilson, com seu jeito de baiano arretado, iluminar as terças-feiras. Jose me mostrou que eu não precisava andar com a gramática debaixo do braço para compreender a língua. Não eram apenas os exemplos que ele dava, fazendo piadas com os nossos nomes e inventando apelidos. Era a simplicidade com que nos fazia compreender até o que considerávamos complicado. Além disso, os debates que ele sempre propunha abriram os horizontes daquela menina de 16 anos. O Marco Antônio e o Flávio mostraram o lado divertido da Biologia, que eu já tinha me acostumado a não gostar. Desde imitações do reino animal a trocadilhos engraçados, eles me ensinaram a ver com outros olhos, e por isso sou muito grata.

Depois de tantas boas memórias, me recuso a acreditar – e a aceitar – que a educação não tem jeito. Acredito, isso sim, que os bons professores tem o poder de transformar, tanto o bom aluno quanto o ruim. Querendo ou não, são pessoas que tem um papel importantíssimo em nossas vidas, e a quem deveríamos ser um pouco mais agradecidos. A eles, então, o meu muito obrigada.

Eu amo a Escócia

2 nov

Desde pequena tenho uma teoria que até hoje não foi descartada: nasci no lugar errado. Não gosto de clima tropical, não bebo cerveja, não curto carnaval, praia, futebol ou Ivete Sangalo. Além dessa brasilidade às avessas, cresci em uma cidade onde não havia livrarias (até meus 15) e cinema (até meus 16) ou qualquer tipo de programa onde me sentisse bem.

Então foi aos 13 que comecei com a ideia do intercâmbio, que logo foi largada após uma olhada nos preços das agências. Mas aquele conceito de ir pra longe, outro território, outra gente, outra cultura, ficou. Costumava dizer (e, lá no fundo, ainda me digo) que gostaria de morar um tempo de Nova York, depois em Paris, depois em Roma, depois…

Fora das cidades, a paisagem é majestosa.

Fora das cidades, a paisagem é majestosa.

Pátria não é um conceito tão forte e primordial para mim. Amo o Brasil, com seu povo acolhedor, sua comida, suas paisagens, sua história e todos os seus defeitos. Entendo plenamente que, certo ou errado, foi aqui que nasci e cresci, e isso é uma grande parte da minha identidade. Porém, não me prendo à pátria mãe. Algo dentro de mim quer mais. Tailândia, Tasmânia, Turquia… o mundo.

Foi com esse coração aberto que eu acolhi a Escócia como o meu lugar. Sabe aquela tia que você ama tanto que considera uma segunda mãe? Pois então.

Edimburgo, a capital.

Edimburgo, a capital.

E muita gente me pergunta o porquê dessa admiração toda. Para a primeira viagem internacional, muitos não escolheriam um lugar frio onde os homens usam saias. A princípio foram os castelos que me fisgaram, mas logo em seguida me apaixonei pelas lindas paisagens, e depois pelas cidades, que mesclam o Velho Continente ao novo.

E aí veio o sotaque. Ah, o sotaque… Sempre me interessei pelo assunto, como professora de Inglês, mas nunca tinha notado o charme na fala dos escoceses até assistir (veja só!) O Último Rei da Escócia, onde, por sinal, só o James McAvoy fala com o sotaque escocês (pode ser que o James tenha contribuído para eu me render ao charme, mas nada foi provado até o momento). Passei um dia todo no YouTube ouvindo James, Ewan McGregor, Gerard Butler, e saí craque em entender aquela fala embolada.

Glasgow, a maior cidade da Escócia e a terceira maior do Reino Unido.

Glasgow, a maior cidade da Escócia e a terceira maior do Reino Unido.

Mais tarde, percebi que ouvia bandas e cantores escoceses e não havia me dado conta. Travis (minha preferida), Franz Ferdinand, Paolo Nutini, Amy Macdonald, The Fratellis, Glasvegas e Snow Patrol já estavam na minha playlist antes de saber que eram escoceses.

Eu diria, então, que é um conjunto. Mesmo sem ter estado lá, sei que ao andar pelas ruas com prédios de séculos atrás, sentir o frio se aproximando, tomar um vinho barato num pub lotado na happy hour, ir aos festivais que sacodem o país (T In the Park que me aguarde!) e ouvir aquele sotaque delicioso, me sentiria em casa.

E é por isso que eu amo a Escócia.

Adeus, dias de cão

5 set

Um dos álbuns que mais tenho gostado de ouvir nas últimas semanas é o Lungs, da Florence + The Machine, que é uma gostosa mistura de indie e soul. Mas esses dias, prestando atenção à letra de Dog Days Are Over – o que não costumo fazer, senão já saberia de cor todas as vírgulas que Lenny Kravitz escreveu na vida – me deparei com uma questão no mínimo para pensar. Ela canta:

Happiness hit her like a train on a track
Coming towards her stuck still no turning back
She hid around corners and she hid under beds
She killed it with kisses and from it she fled

Ou, em tradução livre,

A felicidade a atingiu como um trem no trilho,
Vindo em direção a ela presa, ainda não dando a volta
Ela se escondeu nos cantos e sob as camas
Ela a matou com beijos e dela fugiu

Algo assim. Eu, que não sou de prestar atenção no que é cantado, tenho ainda menor aptidão para interpretar as letras – que, em sua maioria, são muito, muito subjetivas. Mas este foi mais um caso de música que falou comigo – ou você nunca sentiu que o Leoni fez aquela música pensando em você?

Florence And The Machine – Dog Days

Falou comigo porque, teoricamente, eu sou feliz. Nos últimos meses, me mudei de uma cidade que não gostava para uma que gostava; saí do emprego que me sufocava, em uma profissão que não tinha nada a ver comigo; reatei meu namoro; comecei a faculdade que tanto sonhei. É a felicidade que está chegando, eu sinto.

Mas ao mesmo tempo, temo. Tenho medo do novo, de me decepcionar, de não me enturmar, de namorar à distância, de não achar um emprego e ficar sem dinheiro até o final da faculdade. Tenho medo até de pegar o ônibus errado, de não passar de período (mesmo sem ter feito prova alguma até o momento) ou de que a Cidade Imperial, que tanto me encantou, vire cotidiana demais.

Cheguei à conclusão de que são medos bobos. Aos poucos aprendo a me acostumar com as idas e vidas de Leopoldina, descubro quais ônibus pegar, faço amizades realmente sólidas na faculdade, passo a conhecer cantos de Petrópolis que jamais tinha visto e, quem sabe, arrumo um emprego que paga muitíssimo bem. Tudo é possível. E essas inúmeras possibilidades devem ser excitantes, animadoras, e não assustadoras.

Obrigada, Florence, pelo puxão de orelhas.

Minha vida em preto e branco

24 jul

Há quem discorde, mas eu diria que assistir aos filmes de Woody Allen é uma experiência educativa. Você aprende, por exemplo, que cada cidade é um mundo particular, habitado por pessoas cada vez mais excêntricas. Aprende também que os homens são, sim, os cafajestes que tanto tememos que eles sejam. E percebemos o que na verdade sempre esteve na nossa cara: ao descrever as mulheres, “frágil” é a última palavra a ser usada. Mas o nome do diretor gera certas controvérsias que talvez devam ser discutidas em um cineclube (ou, quem sabe, até em uma mesa de bar).

O motivo de eu tocar no assunto, porém, é o fato de ter assistido, ontem à tarde, a Celebridade, seu filme de 1998. Nota-se, a princípio, o elenco: Kenneth Branagh, Melanie Griffith, Leonardo DiCaprio, Charlize Theron, Winona Ryder, Hank Azaria, Sam Rockwell (que entra mudo e sai calado), Joe Mantegna, entre outros. Mas se há algo que não se pode negar é o talento observador de Mr. Allen. Seus roteiros são verdadeiras crônicas da condição humana.

Em meio à traição, à morte do amor, à busca desenfreada da fama efêmera, personagens amadurecem, traçam novos caminhos, ressurgem das cinzas.

Nas atuais circunstâncias, seria impossível não me enxergar nessa história toda.

Mais que uma reverência a seus alter-egos, Woody Allen faz filmes sobre pessoas reais, como eu e você. E se tudo dá certo para elas, a gente acaba sentindo que pode dar certo para nós também. O lado bom é que não precisamos de um roteirista septuagenário para escrever nossa vida. Isso já é um consolo.

Honey, I'm home!

23 jul

O “sentir-se em casa” é algo que nem todos têm. Ao invés disso, é um sentimento de exclusão, de desligamento; é sentir-se um extraterrestre em seu próprio mundo.

E é justamente por isso que cada vez mais pessoas saem de casa, em busca de sonhos, realizações e desafios, mas, principalmente, à procura de um lugar para chamar de seu.

Eu, que sempre me perguntei porquê a minha sementinha tinha de cair logo em Leopoldina, um lugar onde não havia pessoas remotamente parecidas comigo, finalmente dei o passo que precisava: mudei-me para Petrópolis, com a família toda.

A Cidade Imperial é o meu lar – ou pelo menos é o lugar (dos poucos que visitei) onde me sinto mais… eu. É frio. É histórico. Há inúmeros eventos culturais, cinemas, livrarias. O clima é propício para vinho o ano todo. É onde me libertarei de dar aulas de Inglês e onde farei a tão sonhada faculdade de Jornalismo.

Estou em casa.

Ah, o amor… como dói.

26 jun

Nós, mulheres, somos naturalmente sonhadoras. Desde muito novas nos ensinam que há um príncipe encantado, e que ele pode chegar a qualquer momento em um cavalo branco. Que o amor acontece à primeira vista, e é como se seu príncipe não tivesse olhos para mais ninguém. Que o Ken é da Barbie, e o Romeu da Julieta.

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O que não nos ensinam é que se beija muito mais sapo que se encontra príncipe por aí. E é por isso que filmes como Ele Não Está Tão A Fim De Você são feitos: para nos abrir os olhos. Não há uma mulher que seja completamente realista, já que todas têm pelo menos um dissabor amoroso. E ninguém além de nós sabe o quanto dói.

A verdade é que os homens traem, até quando têm a esposa perfeita. Há, inclusive, aqueles que nem chegam a casar, mesmo após sete anos de namoro (em alguns casos, nove  – cof cof). Outros prestam mais atenção na TV que em você, e há sempre aquele que não te liga e faz questão de te deixar plantada ao lado do telefone.

Não é só a idéia de rejeição que dói – mas, convenhamos, ninguém gosta muito de levar um pé na bunda. A questão é que, ao terminar com você, mesmo após dizer pra todo mundo que vocês vão se casar ou fazer uma tatuagem em sua homenagem, o sujeito não consegue entender o sofrimento que ele vai te fazer passar, mesmo que tente. A gente se recupera, porque de frágil não temos nada, mas até as mais fortes de nós passam a vegetar quando seu parceiro de anos diz que não a ama mais.

Então, meninas, caiam na real: ele ainda vai terminar com você, e é você quem vai ficar semanas a fio tentando entender o que você poderia ter feito para afastá-lo. O homem perfeito não existe – e nem a mulher perfeita – mas bem que nós gostaríamos de pensar que sim… Hollywood geralmente nos faz acreditar que ele vai bater à nossa porta quando menos esperarmos, mas dessa vez ela (a indústria cinematográfica) foi direto ao ponto: relacionamentos te fazem crescer, mas à base de muitas lágrimas. Só pensei em te avisar.

Querer não é poder

12 jun

Eu quero um Moleskine. E um vinho bem gostoso. Quero um Dia dos Namorados romântico ao extremo. Ah! E encontrar logo uma casa em Petrópolis, arrumar caixas para a mudança e um lugar para onde doar pilhas de livros.

Quero muito uma barra de chocolate, poder ir ao show do The Killers e do Coldplay se eles vierem mesmo ao Brasil; quero, inclusive, que Lenny Kravitz trate de remarcar logo os shows que ele cancelou há mais de um ano.

Quero também um livro do Chuck Palahniuk, as temporadas restantes de Gilmore Girls e Prison Break e começar a colecionar Chuck. Quero logo férias e emprego novo. Quero parar de dar aulas de Inglês, falar Espanhol fluentemente e viajar para a Argentina.

Quero me casar, ontem. Quero desesperadamente fazer novos amigos, criar coragem para ir ao cardiologista e me livrar da minha prima.

Mas, mais que tudo isso, quero me realizar e ser feliz. A essa altura do campeonato, não acho que seja pedir demais.

Falta de tempo

31 mai

É por isso que não tenho postado: falta de tempo. Cada tempinho que sobra passo com meu namorado ou tentando me divertir um pouco, afinal aqueles sintomas de stress não são lá muito agradáveis. Daí sobra a ansiedade de baixar esta ou aquela série, ter que me despedir das que foram canceladas, entrar em clima de vestibular, me despedir de Leopoldina  (onde o namorado vai ficar, por sinal – lá se vão os beijos todos os dias), mudar de emprego. Raramente dou as caras no MSN e até o Twitter ficou abandonado esses dias, com o The Sims 3 instalado no PC!

Então dá licença, vou me divertir um pouco e já volto.