Nós queremos mais

A revista Claudia conduziu uma pesquisa com 100 mulheres em posição de liderança. Eis o que elas mais querem:

  • Oportunidades de salários iguais;
  • O fim da violência;
  • Mais mulheres no poder;
  • Maternidade é opção;
  • Igualdade em casa;
  • Educação não sexista;
  • Saúde para todas.

É pedir demais? Não. Já estamos lá? Também não. Ainda lemos notícias como esta, somos 8,57% da Câmara e 11% do Senado, mulheres ainda morrem de câncer de mama (esse ano, serão 12 mil mortes), são o grupo que mais aumenta em casos de AIDS e as negras recebem em média 41% a menos que as brancas.

Neste Dia Internacional da Mulher, queremos mais acesso a atendimento de saúde, mais respeito como força economicamente ativa, salários iguais, postos mais altos, decidir sobre nosso corpo, maior representação política. Queremos mais.


Parabéns, Natura

A Natura foi uma das três empresas brasileiras a entrar para a lista Global100, elaborada pela revista canadense Corporate Knights. As outras duas foram o Bradesco e a Petrobrás – e as três foram as únicas representantes das Américas do Sul e Central. No quesito Environmental Tracking Carbon Ranking, a fabricante de cosméticos foi a primeira colocada.

Não é novidade que a empresa valoriza o meio-ambiente e a prática sustentável. Essa consciência vai da matéria prima às embalagens – paga menos quem opta por refil, por exemplo. O objetivo é fornecer artigos de qualidade e luxo – no caso, produtos de beleza – agredindo cada vez menos o meio em que vivemos. Isso tem nome: sustentabilidade. A Natura, portanto, está de parabéns.

Linha Ekos: 812 produtos, 50 milhões de consumidores em 8 países.

A mídia adorou divulgar a notícia – que é boa, para variar. Mas há algo sendo esquecido: Natura, Bradesco e Petrobrás são exceções. É claro que há pessoas e empresas envolvidas com a mudança de comportamento que a condição do planeta exige. Há dois dias, por exemplo, estive em uma loja de artesanato onde toda a madeira utilizada na confecção de quadros e objetos decorativos é reflorestada – louvável.

Grande parte das empresas, entretanto, sejam elas pequenas, médias ou de grande porte, ainda não se comprometeu com a causa. O que quer que esteja faltando para dar o próximo passo, para que se assuma esse compromisso – consciência, medo do “verde” ou mesmo incentivo fiscal – deve ser sanado ontem. Ou antes que seja tarde demais.


Relevância no Twitter – parte 2

Nem só de celebridades é feito o Twitter. Tem muita gente interessante tuitando informação e impressões que se fazem muito relevantes – e não digo só a @rosana ou o @interney, que estão entre os tuiteiros mais populares. Listo abaixo jornalistas, professores, gente como eu e você, que valem o follow.

@inagaki
Alexandre Inagaki é jornalista e um dos blogueiros de maior destaque no Brasil. Não é à toa. Tanto em seu blog quanto no microblog, Inagaki fala com bom humor sobre atualidades, games, música, futebol.  E, de vez em quando, nos faz inveja com os eventos legais dos quais participa. Mais universal, impossível.

@denisearcoverde
Download de livros, BBB, gravidez e amamentação são alguns dos temas que Denise comenta – alguns são polêmicos, porém muito interessantes. Seus tweets sempre contribuem para me manter informada.

@josenilsonfj
Josenilson foi meu professor de Português no fim do Ensino Médio, mas seus interesses vão muito além da nossa língua. Jose tuita sobre educação e tecnologia – temas atuais e importantíssimos.

@screamyell
Marcelo Costa é quem está por trás do Scream & Yell, site que já virou referência sobre música e cinema de bom gosto. Ele, portanto, sempre compartilha suas impressões sobre novidades no mundo da música ou sobre um filme que tenha acabado de assistir. E descontraidamente, sem querer dar uma de quem tem moral pra falar (apesar de ter).

@joaosergio
Quando estudamos juntos no CEFET, João Sérgio era o tipo de aluno que se destacava por sua inteligência. Alguns anos depois, isso não mudou. No Twitter, quase 500 seguidores compartilham de seu ativismo – ele defende a liberdade online e o software livre. Além disso, está ligado em tudo que acontece na política nacional.

Se eu acrescentar com meus tweets a alguém o que essa galera me acrescenta, me dou por satisfeita.


Why so hot?

Não sou fã de futebol. Uma vez me impuseram ser flamenguista e eu não conseguia fugir da algazarra em que se transformava minha casa quando o Flamengo jogava. Todo esse fanatismo me fez decidir, por volta dos 9, que odiava futebol.

E odiei futebol durante muito tempo. Não tinha o mínimo de paciência para a coisa. Quando meu namorado pediu que eu usasse o rótulo de botafoguense, não impus qualquer objeção, afinal nunca tinha sido flamenguista de verdade. Anos mais tarde, me pego lendo notícias do time, vibrando com gols e ensaiando argumentos de defesa quando citam a última goleada sofrida pelo Botafogo. Quem diria…

Um assunto muito mais importante, porém, é a sustentabilidade. Sem querer voltar ao tópico “vamos-pagar-o-preço-de-nosso-consumo-desenfreado” (e vamos!), é fato que atualmente todas as grandes empresas tem se voltado para o tema, buscando formas de diminuir seu impacto no planeta e, de quebra, vender mais para aqueles consumidores mais exigentes.

Essa do Arsenal meu namorado tem – e é bem quentinha!

Como o futebol tem estado mais em minha mente, me peguei pensando: por que as camisas de futebol são tão quentes? É claro que o material de que são feitas (as originais) é de ótima qualidade, o que justifica seu alto preço. Mas as fabricantes esquecem que o Brasil, país do futebol, é tropical. Ou seja, no verão, é praticamente impossível usar a camisa do time para comemorar uma vitória.

Usando como ponto de partida o fato de que roupas mais frescas economizam energia, já que evitam que se ligue ventilador e ar-condicionado, seria ideal que as empresas fabricantes começassem a pensar em tecidos iguais em qualidade, porém mais frescos (e, de preferência, mais baratos). O pensamento sustentável faz bem pro planeta, para o consumidor e para as empresas. Pena que algumas ainda não se deram conta disso.

Se alguém conhece algo sendo feito neste sentido, adoraria saber – por favor, deixe um comentário.

Poesia cotidiana

Senhora de aproximadamente 60 anos se dirige a mulher com (bastante) excesso de peso:

___ Tu queres assentar-se?
___ Não, ‘brigada.

Cena em um ônibus que, no fim de uma tarde de verão, ia para o terminal de Itaipava. Prova de que a poesia das palavras cotidianas está presente até nos lugares menos prováveis.


Estupidamente

Não sei se isso acontece na sua cidade, mas aqui em Petrópolis é comum motoqueiros andarem sem capacete e motoristas estacionarem eus carros sobre a calçada, e os infratores são raramente punidos.

Hoje, a possível combinação de ambas infrações matou um jovem. Ele se chocou contra o ônibus em que eu estava, ontem à tarde, indo para o centro. Para ser sincera, não sei ao certo se o rapaz usava ou não capacete (mas tudo indicava a falta dele), porém ele subia em alta velocidade uma curva fechada na Alberto de Oliveira quando o motorista do ônibus foi obrigado a desviar de um carro parcialmente estacionado no passeio (e parcialmente invadindo a pista de quem desce). O choque foi inevitável.

Da janela do ônibus, de onde costumo observar as belas casas antigas da cidade, vi o jovem estirado ao chão, com o corpo meio que em convulsão. O estrago já havia sido feito.

Acompanhada pelo trocador, que abandonou o veículo na rua interditada, enquanto os pedestres se aglomeravam e o motorista desesperadamente chamava a ambulância, embarquei em outro ônibus. Em alguns minutos, antes mesmo de sairmos da Mosela, passamos pelo carro dos bombeiros e a ambulância. Hoje chegou a notícia, através do boca-a-boca, de que apesar da cirurgia, o rapaz não havia resistido.

Eu não o conhecia, mas mesmo assim senti a perda de uma vida que se foi estupidamente. Se ele não estivesse correndo, se o dono do carro tivesse respeitado a proibição, ou mesmo se o ônibus tivesse atrasado mais 30 segundos, o resultado poderia ter sido diferente.

Levarei comigo o som da batida, a imagem daquele corpo quase inerte, que lutava por cada suspiro, e a eterna indignação com quem não leva o trânsito tão a sério. É triste, muito triste.

UPDATE: a notícia da morte do rapaz mostrou-se falsa – mas ele continua no hospital em estado grave. Não deixa de ser revoltante.


Na natureza selvagem

Sabe aquela resolução de ano novo de tentar fazer coisas novas, diferentes? Seria uma que eu poderia ter riscado da minha lista ontem, caso não tivesse desanimado de fazer resoluções. Isso porque inscrevi meu namorado e eu em uma caminhada guiada que nos levaria até a cachoeira Véu da Noiva, no Parque Nacional Serra dos Órgãos, promovida por um condutor que já faz o percurso há 24 anos.

A Serra dos Órgãos, como você já deve ter ouvido falar, é uma área de conservação de mais de 20.000 hectares situada nos municípios fluminenses de Teresópolis, Petrópolis, Magé e Guapimirim, e um dos principais destinos de ecoturismo do Brasil, perfeito para esportes de montanha. Dela fazem parte o Dedo de Deus, centenas de espécies de aves e mamíferos, e a travessia Petrópolis-Teresópolis, uma caminhada de 3 dias e 30km, é considerada a mais bonita do país.

A aventura começou bem cedo – e não apenas por termos acordado às cinco e meia da manhã. Fomos informados, no ponto do ônibus que achamos que nos levaria até a entrada do parque, de que pegaríamos uma outra condução (que por sinal não nos deixou ao menos perto do parque). Com quatro passagens a mais (ida e volta pra duas pessoas), achamos que nosso dinheiro não seria o suficiente. O alívio veio quando fizemos integração no terminal de Corrêas e ficamos isentos daquela tarifa. Ufa!

No trajeto que leva ao parque, nos separamos do grupo e achamos que seríamos assaltados por um rapaz de aparência duvidosa em uma rua quase deserta. Corremos, e muito! Antes de chegarmos ao nosso destino, porém, nos foi avisado: a entrada, que até dia 10 de janeiro era R$3 (com comprovante de residência de Petrópolis, pagava-se meia), havia sofrido reajuste. Para quem já tinha ido com o dinheiro contado, a nova taxa, de R$10, teria sido um baque, se o desconto para petropolitanos não tivesse subido para 80% do valor. Pagamos R$2 cada um – segundo alívio.

O trajeto até a cachoeira não foi nada fácil, apesar de assim ter sido divulgado. Um terreno acidentado, com subidas íngremes, trechos estreitos, pedras molhadas e com lodo é pesado para quem nunca fez trilha, como eu e Thiago. Conhecer pessoas diferentes, o simples fato de fugir da rotina e, sem dúvida, a paisagem da cachoeira e  o contato com a natureza fizeram as dores musculares, que sinto até agora, valerem a pena.

Restou o questionamento: o tal reajuste, que veio do Ministério do Meio Ambiente e vale em todo o território nacional, prevê preços diferentes para brasileiros e estrangeiros. Até faz sentido o aumento no preço da entrada, que não mudava desde 1996, mas quem não teve o privilégio de nascer aqui (cof cof) paga o dobro, a não ser que comprove residência fixa em nosso país. Apesar de sabermos que quem mais visita o Brasil traz dólares, euros ou libras, não entendo o raciocínio por trás da taxa diferenciada. No setor Bonfim, por exemplo, o acesso ao parque não é dos melhores, e a manutenção dos sanitários deixa a desejar.

Há outras formas de incentivar o turismo e tirar dinheiro dos americanos, argentinos e portugueses, como investir em segurança pública e manutenção e divulgação de nossas belezas. Evitar o desvio de verbas do Ministério de Turismo também pode ser uma boa ideia. Pode ser que esse tipo de mentalidade só ajude a reforçar os estereótipos que fazem de nós lá fora e a atrapalhar a subida que o Brasil tem tido como destino turístico.

Enquanto você reflete sobre o tópico – que pode lhe afetar mais do que você imagina – dê uma olhada em algumas das fotos que tirei por lá:


O céu é o limite

Uma recente pesquisa da empresa de consultoria Accenture, realizada online com 1000 profissionais femininas entre 22 e 35 anos, relatou que:

  • 63% das entrevistadas citaram benefícios médicos como parte essencial do sucesso profissional;
  • 94% acreditam que alcançarão equilíbrio entre carreira bem-sucedida e satisfação pessoal;
  • 30% consideram aumento salarial o maior obstáculo para o avanço profissional, enquanto 19% disseram políticas de maternidade e 12% citaram o casamento;
  • O salário médio das mulheres é 80% do salário dos homens;
  • 50% valorizam horários flexíveis;
  • 60% relataram impacto negativo em suas carreiras decorrente da crise econômica;
  • Profissionais nascidos a partir de 1980 já são um terço do mercado de trabalho.

Que as mulheres tem, hoje, um papel importantíssimo no mercado de trabalho já não é mais novidade. Casamos, parimos, lavamos, passamos, cozinhamos e construímos carreiras. Não é questão de feminismo: é inegável que atualmente o sexo forte contribua diretamente para o orçamento familiar e tenha assumido a liderança de muitas famílias.

Não estou invocando aquela história de que fazemos tudo que os homens fazem, e de salto alto. A verdade é que não fazemos tudo que os homens fazem. A maioria de nós seria inútil num canteiro de obras, numa disputa esportiva ou no campo de batalhas, embora algumas mulheres, que nasceram com uma dose extra de ousadia e coragem, desafiem tais estereótipos. Aquilo que fazemos, entretanto, tem nos levado a cargos e salários cada vez mais altos.

Embora gostemos de desafiar a alcunha de ‘frágeis’, o desafio que a mulher moderna enfrenta não é dos menores. Até hoje recebemos menos que os colegas de sexo masculino que realizam a mesma função, nos esforçamos por uma educação contínua e somos as principais responsáveis pela organização da casa e da família – quase não sobra tempo para lembrar que estamos de TPM.

Por outro lado, a mulher tem usado a seu favor o avanço que conseguiu nos últimos 50 anos. O simples fato de exigirmos o direito de voto mostra o quanto gostamos de fazer parte do time que toma as decisões. A abertura para o crescimento profissional, inclusive em cargos de chefia ou comumente masculinos, não é exatamente a manchete do dia, mas nada disso fez com que ser mulher se tornasse fácil. Os padrões de beleza cada vez mais rígidos e a carreira em detrimento da família são apenas a ponta do iceberg do universo feminino.

Não se preocupe: para quem sobrevive à dor do parto ou já teve de escolher entre Jimmy Choo e Manolo Blahnik, os obstáculos nem parecem tão grandes assim.


ICQ – A Ressurreição

Quando ganhei acesso à internet em casa, em 2000, descobri o mundo. Minha professora de Inglês me apresentou um programa que permitia que buscasse pessoas por região e idioma para conversar através de mensagens instantâneas. Nessa época, o ICQ era “o” programa da galerinha jovem e antenada! Eu virava a noite tentando desenrolar um papo com americanos e ingleses, o que muito me ajudou a aprimorar minhas habilidades linguísticas.

Não sei exatamente quanto tempo o ICQ durou no meu computador. Não me lembro ao certo de quando meu amigo Eduardo me convenceu a trocá-lo pelo MSN, mas quando o fiz, nunca olhei para trás. O que recordo vividamente é dos efeitos sonoros, emitidos quando se conectava, quando se recebia uma mensagem, quando se digitava a resposta… Ou vai dizer que você esqueceu o som da internet discada conectando?

O MSN pode ter assumido a liderança, mas o ICQ teve papel primordial na minha iniciação online. E, acredite, não sou a única a ter certo carinho pelo software. Hoje muitos na twitosfera estavam nostálgicos e até animados para testar a versão 7, que foi recentemente disponibilizada para download pela AOL.

O lançamento seria um grande fail, não fosse pelo fato de os usuários poderem contar agora com uma integração com as principais redes sociais, como Twitter, Facebook e Flickr. É possível atualizar seu status no ICQ e propagá-lo para seus outros perfis ou responder a mensagens de amigos no Facebook diretamente da sua janela.

A integração é bem vinda. O visual foi melhorado e, veja só, há até emoticons! Há, porém, um detalhe: embora ainda haja mais de 40 milhões de usuários do programa de mensagens instantâneas, eu não conheço nenhum deles. Todos os meus amigos que tem tempo e paciência de conversar na internet usam o MSN, e imagino que este também seja o seu caso. Sem haver com quem conversar, o programa perde seu objetivo principal. E, se formos avaliar benefícios, há agregadores que atualizam seu status e acompanham novidades em várias redes sociais, como o Seesmic, e não te isolam do mundo das mensagens instantâneas.

No fim das contas, o novo ICQ é ótimo, mas só para quem conhece outros usuários. Do contrário, não desinstale o TweetDeck.


A guerra no cinema

Essa semana assisti Guerra ao Terror. Admito que o filme, lançado diretamente em DVD há quase um ano (e que só agora vai ganhar lançamento em cinemas), não chamou muito minha atenção, e só assisti pelo fato de estar na atual award season recebendo todo tipo de indicações aos prêmios mais prestigiados. Com tanta pompa, minhas expectativas foram, inclusive, maiores do que o filme oferece, que deixou um quê de que “balado além do merecido” no fim. É um bom filme, mas que se repete e em certas ocasiões (que não justificam os 131 minutos).

O que Guerra ao Terror tem de melhor é a diretora. Sim, uma mulher. Kathryn Bigelow dirigiu muito bem num gênero dominado por homens (como se eles não dominassem todos os outros!). Aí está o mérito. Deve levar pelo menos algum dos prêmios a que o filme está indicado.

Mas fiquei pensando no que o filme representa. Ou melhor, em como as guerras no Afeganistão e no Iraque tem sido retratadas no cinema. É que gosto muito do gênero. Curto documentários sobre a Segunda Guerra Mundial, e muitos dos filmes com a temática me agradam, como O Pianista e Apocalypse Now. Muitos dos novos filmes que envolvem guerras, porém, tratam dos conflitos atuais, o que faz sentido. Muitos deles lidam com o que se passa na mente de quem vê o conflito com os próprios olhos – seja no Oriente Médio, seja após voltar pra casa. Não há como negar que o sujeito que matou, quase morreu e viu os amigos ficarem pelo meio do caminho rende uma história com um belo arco. E assim surgiram Soldado Anônimo (do meu diretor preferido, Sam Mendes, e pouco valorizado), Stop Loss, No Vale das Sombras, O Reino e tantos outros.

E virão mais. Não porque são lucrativos, porque não o são. Parece que os americanos não querem pagar para ver algo que veem todos os dias na televisão. Mas é natural que um conflito que gera tantas perguntas e poucas respostas estimule a imaginação dos roteiristas. Se é que há um lado positivo nessa história toda, é que até o momento tem rendido alguns dos melhores dramas que vemos hoje. E mesmo que o entretenimento dos americanos, neste caso, seja às custas do sofrimento dos marines, pelo menos tais filmes os ajudam a compreender porque alguns desses homens são chamados de heróis.