ICQ – A Ressurreição
19 jan
Quando ganhei acesso à internet em casa, em 2000, descobri o mundo. Minha professora de Inglês me apresentou um programa que permitia que buscasse pessoas por região e idioma para conversar através de mensagens instantâneas. Nessa época, o ICQ era “o” programa da galerinha jovem e antenada! Eu virava a noite tentando desenrolar um papo com americanos e ingleses, o que muito me ajudou a aprimorar minhas habilidades linguísticas.
Não sei exatamente quanto tempo o ICQ durou no meu computador. Não me lembro ao certo de quando meu amigo Eduardo me convenceu a trocá-lo pelo MSN, mas quando o fiz, nunca olhei para trás. O que recordo vividamente é dos efeitos sonoros, emitidos quando se conectava, quando se recebia uma mensagem, quando se digitava a resposta… Ou vai dizer que você esqueceu o som da internet discada conectando?
O MSN pode ter assumido a liderança, mas o ICQ teve papel primordial na minha iniciação online. E, acredite, não sou a única a ter certo carinho pelo software. Hoje muitos na twitosfera estavam nostálgicos e até animados para testar a versão 7, que foi recentemente disponibilizada para download pela AOL.
O lançamento seria um grande fail, não fosse pelo fato de os usuários poderem contar agora com uma integração com as principais redes sociais, como Twitter, Facebook e Flickr. É possível atualizar seu status no ICQ e propagá-lo para seus outros perfis ou responder a mensagens de amigos no Facebook diretamente da sua janela.
A integração é bem vinda. O visual foi melhorado e, veja só, há até emoticons! Há, porém, um detalhe: embora ainda haja mais de 40 milhões de usuários do programa de mensagens instantâneas, eu não conheço nenhum deles. Todos os meus amigos que tem tempo e paciência de conversar na internet usam o MSN, e imagino que este também seja o seu caso. Sem haver com quem conversar, o programa perde seu objetivo principal. E, se formos avaliar benefícios, há agregadores que atualizam seu status e acompanham novidades em várias redes sociais, como o Seesmic, e não te isolam do mundo das mensagens instantâneas.
No fim das contas, o novo ICQ é ótimo, mas só para quem conhece outros usuários. Do contrário, não desinstale o TweetDeck.

Saudades dessa época.
O que mais sinto falta é do “Ô-ow” e do som de máquina de escrever enquanto digitávamos.
Ainda tenho o ICQ instalado, mas, como você disse, meus amigos não o utilizam mais.
É uma pena que o ICQ e o IRC tenham caído no esquecimento com o tempo. Era realmente divertido.
*momentonostálgico=off*
obs.: e se quiser adicionar é 170212396! hiuahiuahu… Nunca esqueci. ;D
ICQ marcou época, acho que fiz o meu 1º em 1998 o número dele tinha uns 5 digitos. Depois fiz outro, 105842116, não tem como esquecer esse número, eu só esqueci a senha e não tem como mais acessar ele.
O que sinto mais fala do que tinha no icq era a pesquisa de usuários, você podia pesquisar por qualquer time de interesse. No MSN isso nunca existiu, n sei pq.
Eu esqueci o número do meu! *vergonha*
Ah, que nostalgia esse post deu! Era bem legal o ICQ, eu fazia parte de um grupo movimentado de fãs do Kaká (confessando a adolescência aqui hueheue)… Só não tenho saudade do ô-ow porque eu tenho ele no meu celular, é o toque quando chega mensagem (meu e de mais umas 95894 pessoas, creio eu hihi). Legal teu post
Beijo
Nostálgico! Lembrei da época em que ICQ e IRC competiam (fui vIRCiado), mesmo sendo plataformas um tanto diferentes, apesar do mesmo fim…
Mal sabíamos que hoje, 11 anos depois, os dois teriam perdido seus lugares, ao menos no desktop dos usuários brasileiros.
Eu lembro que o meu discador era da AOL, aí tinha 7 etapas e depois o “Olá, você está on-line, chegou mensagem p/ você”, e logo depois abria o ICQ o qual eu nunca utilizei, pelo visto o modernizaram bem, mas acho q chegou um pouco tarde d+ pq o MSN já foi adotado por todos né, vamos ver se pega…
Bjss
eu só ouço falar do ICQ, de forma nostalgica.que bom que ele está voltando.eu comecei a mecher na internet quando o orkut ava ficando fora de moda.
Sou também do tempo de ICQ. Massa esse post, fazia tempo que não ouvia falar do ICQ.