A guerra no cinema
10 jan
Essa semana assisti Guerra ao Terror. Admito que o filme, lançado diretamente em DVD há quase um ano (e que só agora vai ganhar lançamento em cinemas), não chamou muito minha atenção, e só assisti pelo fato de estar na atual award season recebendo todo tipo de indicações aos prêmios mais prestigiados. Com tanta pompa, minhas expectativas foram, inclusive, maiores do que o filme oferece, que deixou um quê de que “balado além do merecido” no fim. É um bom filme, mas que se repete e em certas ocasiões (que não justificam os 131 minutos).
O que Guerra ao Terror tem de melhor é a diretora. Sim, uma mulher. Kathryn Bigelow dirigiu muito bem num gênero dominado por homens (como se eles não dominassem todos os outros!). Aí está o mérito. Deve levar pelo menos algum dos prêmios a que o filme está indicado.

Mas fiquei pensando no que o filme representa. Ou melhor, em como as guerras no Afeganistão e no Iraque tem sido retratadas no cinema. É que gosto muito do gênero. Curto documentários sobre a Segunda Guerra Mundial, e muitos dos filmes com a temática me agradam, como O Pianista e Apocalypse Now. Muitos dos novos filmes que envolvem guerras, porém, tratam dos conflitos atuais, o que faz sentido. Muitos deles lidam com o que se passa na mente de quem vê o conflito com os próprios olhos – seja no Oriente Médio, seja após voltar pra casa. Não há como negar que o sujeito que matou, quase morreu e viu os amigos ficarem pelo meio do caminho rende uma história com um belo arco. E assim surgiram Soldado Anônimo (do meu diretor preferido, Sam Mendes, e pouco valorizado), Stop Loss, No Vale das Sombras, O Reino e tantos outros.
E virão mais. Não porque são lucrativos, porque não o são. Parece que os americanos não querem pagar para ver algo que veem todos os dias na televisão. Mas é natural que um conflito que gera tantas perguntas e poucas respostas estimule a imaginação dos roteiristas. Se é que há um lado positivo nessa história toda, é que até o momento tem rendido alguns dos melhores dramas que vemos hoje. E mesmo que o entretenimento dos americanos, neste caso, seja às custas do sofrimento dos marines, pelo menos tais filmes os ajudam a compreender porque alguns desses homens são chamados de heróis.
Não vi esse filme ainda… não sou chegada em filmes de guerra, mas ‘soldado anônimo’ e ‘stop-loss’ são ótimos!
Eu tô um pouco cansado de filmes de segunda guerra mundial.Eles só servfem pra mostrar como os americanos são “bonzinhos” matando pessoas.os filmes com guerra do iraque e afeganistão,mostra como os americanos tambem sofrem com as guerras que eles mesmos provocaram.isso é mais interessante
O filme parece ser interessante, eu tbm curto filmes sobre guerra, especialmente sobre a 2ª G.M que p/ mim foi a mais intereressante…
Legal que a diretora seja uma mulher, mais uma vez demonstramos que não há nada que um homem faça, que a mulher não possa fazer [de salto alto ainda hahah].