Feliz Blog Day!

31 ago

Hoje é o Blog Day, o dia em que blogueiros do mundo todo se unem para fazer propaganda dos blogs dos coleguinhas. A ideia, porém, vai além de um plug: é uma oportunidade de conhecer blogs de conteúdo realmente relevante e que, no vasto universo da blogosfera, podem estar passando despercebidos. Listo abaixo alguns dos que eu faço questão de ler:

Sustentável é pouco – Denis Russo
Admiro Denis Russo desde sua época de editor na Super Interessante, minha revista do coração. Agora um dos blogueiros de Veja, Denis usa o espaço sabiamente para postar questionamentos muito relevantes dessa nova era “sustentável” que adentramos. Vale muito a pena para quem se interessa pelo tema.

I’m Stalking Jake – Prophecy Girl
O I’m Stalking Jake é filho do Jake Watch, blog clássico sobre o nosso ator queridinho. O diferencial deste entre tantos outros sites de Mr. Gyllehaal é que a autora escreve de forma muitíssimo bem humorada, fazendo graça inclusive da falta de notícias sobre o astro. Original e insubstituível.

PostSecret
O PostSecret não é novidade. O blog causou rebuliço uns anos atrás, porque reunia, bem… segredos. Pessoas anônimas enviavam, via correio, cartões postais, cartas, desenhos, rabiscos, e o autor os compartilha com o mundo. É um verdadeiro reflexo da humanidade – e do que carregamos por dentro.

Jornalismo B – Alexandre Haubrich
O blog coloca em pauta temas relevantes da mídia no país, expondo contradições e questões polêmicas. Ideal, principalmente, para estudantes de Jornalismo, como esta que vos escreve.

Scotland for the Senses – PurestGreen

É o lugar perfeito para quem é apaixonado pela Escócia. A autora não só sorteia brindes do país, como posta belíssimas fotos de suas viagens pelo lindo território escocês. Nenhum outro site oferecerá um reflexo tão verdadeiro do que é a Escócia.

Quer participar também? É simples!

  1. Selecione cinco blogs de que gosta;
  2. Escreva uma breve descrição sobre os blogs recomendados e inclua seus links;
  3. Avise os blogueiros de que você os escolheu para o Blog Day;
  4. Poste hoje!

Al Pacino: vencedor do Emmy!

31 ago

Deixa eu dar uma de fã.

Se tem um ator que não precisa de prêmios para ter prestígio, este é Al Pacino.

  1. Porque ele já tem todos os prêmios que importam para um ator: o Emmy (TV), o Golden Globes (TV e cinema), o Oscar (cinema) e o Tony (teatro).
  2. Porque o Oscar dele veio uns 20 anos atrasado, e ele não deixou de ser um grande ator por isso.

Pois ontem Al Pacino levou mais um Emmy para casa, fruto de sua excelente performance em Você Não Conhece Jack, filme feito pela HBO e dirigido por Barry Levinson, em que Al interpreta Jack Kevorkian, mais conhecido como Dr. Death. A história verídica do médico que auxiliava os pacientes terminais que queriam por um fim ao sofrimento trouxe à tona, mais uma vez, o debate sobre suicídio assistido. O ótimo filme chamou atenção também pelo fato de trazer um Pacino envelhecido e em uma de suas melhores performances dos últimos tempos.

Não é que Al tenha se tornado “menos incrível” como ator – isso é impossível. É que – e isto eu admito – ele não tem sabido escolher os projetos dos quais participa. Apesar de ter sempre atuações excelentes, os filmes acabam sendo mal dirigidos ou simplesmente se tornam grandes clichês – em alguns casos, ambos.

Quando Al subiu ao palco ontem para receber o prêmio, meus olhos brilharam. É um momento sublime ver que um grande ator das antigas ainda tem espaço, reconhecimento e respeito em uma indústria que valoriza cada vez mais o novo, o efêmero, os mocinhos que têm pose de bad boy de sobra, mas quase nenhum talento. Sinal de que o cinema, como sétima arte, não está tão morto quanto dizem.

Parabéns, Al.

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No interior da mala de uma mulher

28 ago

Maleta1

Imagem via Wikipedia

Eu defendo a tese de que arrumar a mala para viajar é uma arte pouco valorizada. Pense bem: é necessário um cálculo de quantos dias você ficará ausente, multiplicado pelo número de ocasiões em que você precisará usar roupas diferentes, incluindo aí itens de higiene, entretenimento e até balinhas. Fazer tudo caber em uma mala que você aguente carregar é tarefa das mais hercúleas – e pode exigir até noções de Física.

Todas as mulheres partem do mesmo princípio – o de que ficar dias longe de seus pertences e objetos mais básicos pode ter consequências desastrosas. Por isso, os homens que nos ajudam com nossas malas tendem a perguntar se costumamos levar a coleção de pedras em viagens. O que muitos deles não sabem é que, mais complicado que arrumar uma mala, é arrumar uma mala feminina. É praticamente uma ciência exata:

  • Roupas: de verão e de inverno, para garantir. Aliás, este ponto tem base científica: é o aquecimento global que provoca a instabilidade no clima. Preferimos estar preparadas e não deixar esse detalhe por conta de Murphy do acaso.
  • Acessórios: brincos que combinam exclusivamente com aquele vestido que você pretende usar no aniversário da prima. Outro pro dia-a-dia, outro para… Assim como as roupas, os acessórios devem ser variados. Brinquinhos de borboletas e florzinhas podem ser coringas, mas enjoam, né?
  • Calçados: um tênis, um chinelo, uma rasteirinha, uma sandália, uma bota, um sapato. Isso sim é estar preparada.
  • Maquiagem: o mínimo é base, corretivo, pó, lápis, rímel e blush. Batons, glosses e sombras devem combinar com o figurino. Ah, não vale esquecer dos pinceis!
  • Higiene: escovas de dente e cabelo, hidratantes, perfumes, pasta de dente, fio dental, shampoo, condicionador. Alguns itens não são obrigatórios – você pode usar o creme da amiga, se ela oferecer – mas nunca se sabe, não é?
  • Entretenimento: laptop, celular, livro, revista e/ou cruzadinha. Ficar assentada por horas a fio no ônibus requer um passatempo.
  • Outros: óculos, lanchinhos, balas, câmera, carregadores, baterias, pilhas.

Pode parecer exagero, mas estes são os itens básicos para uma viagem confortável para uma mulher. Ou seja, depois depois de tanto esforço para arrumar a mala perfeita, a última coisa que queremos ouvir é “você carrega chumbo”? Fica a dica.

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Como perder um show com classe

27 ago

Me lembro como se fosse ontem: parecia mentira, mas após anos de especulação, os Backstreet Boys estavam, de fato, no Brasil. Pega de surpresa, sem dinheiro e morando longe dos grandes centros urbanos, minha chance de ver meus maiores ídolos de perto era nula. De fato, eu perdi o show. E até hoje vivo com essa mácula: nunca vi os BSB ao vivo (sim, ainda pretendo ir um dia).

Com o passar dos anos, fiquei craque nessa história de perder show, porque continuava morando longe de tudo e sem grana. Hoje, no entanto, parte dessa história mudou: estou a menos de uma hora do centro do Rio de Janeiro. Nesse um ano que moro em Petrópolis, já vi dois grandes shows no Rio, graças a essa proximidade.

O único porém é que eu continuo perdendo as raras oportunidades de ver de perto os músicos que admiro – falta a segunda parte da equação: dinheiro para pagar deslocamento e ingresso não brota em árvore. Ao que tudo indica, até o final do ano eu deixarei de assistir Mika, Scissor Sisters, Belle and Sebastian e Kings of Leon. Ontem mesmo perdi The Swell Season, sem falar nos tantos outros shows “imperdíveis” esse ano.

O segredo, nessas horas, é manter a calma. Seja qual for o motivo que te impede de ver seu artista preferido ao vivo, dificilmente ele mudará. Com sorte, o show pode virar um DVD ou até passar na TV (para manter a calma, recomenda-se ignorar os comentários inevitáveis de que ‘ver pela tevê é até melhor’).

E quando aquela sua amiga, que “nem gosta tanto, mas acabou indo”, vier lhe contar sobre a magnífica experiência, fique feliz por ela e deixe para chorar de inveja no seu quarto – é menos humilhante.

Por fim, mantenha o pensamento positivo. Sua mãe diz, e tem razão: não é o fim do mundo. E eu sinceramente acredito que já perdi uns 4 shows do Franz Ferdinand no Brasil porque meu real destino é vê-los em Glasgow – sabe lá?

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Receita para uma série de sucesso

22 ago

Não tenho orgulho em ser viciada em séries – mas também não escondo. A verdade é que há séries incríveis por aí, e se tivesse mais tempo, assistiria a todas que valem a pena. A TV americana tem verdadeiras joias e já atrai grandes atores de cinema.

Tenho notado um padrão entre algumas das melhores séries a que assisto e que tem me ajudado a escolher e priorizar melhor meu raro tempo livre. São características que tem ajudado a compor grandes clássicos da tevê.

Hank Moody, de Californication.

1) Personagens inescrupulosos.

Imperfeitos, todos os personagens são. Mas personagens que, de vez em sempre, são uns canalhas – estes sim são os preferidos.

Eles não fazem o mínimo esforço para que você goste deles. Pelo contrário, te dão motivos de sobra para odiá-los. No entanto, você não consegue, pois eles são também brilhantes e/ou adoráveis.

Onde encontrar: Breaking Bad, Californication, Dexter, House, Nurse Jackie.

2) Mulheres, fortes e falhas.

Foi época em que os homens dominavam o pedaço. Não só aumenta o número de séries protagonizadas por mulheres, como elas se destacam, inclusive, quando o personagem central é masculino. Elas são lindas, engraçadas, bem-sucedidas e fortes, mas, em alguns casos, são as falhas que fazem delas personagens incríveis.

Onde encontrar: 30 Rock, Brothers & Sisters, Lie to Me, Mad Men, Nurse Jackie, Weeds.

Don Draper, de Mad Men.

3) Passado misterioso.

A revelação do obscuro passado dos personagens centrais de algumas séries tem contribuído para gerar interesse em torno dessas pessoas que acreditamos conhecer tão bem.

O elemento surpresa é fundamental para manter o público interessado. Assim, passamos a compreender o porquê de algumas atitudes e acontecimentos recentes.

Onde encontrar: Californication, Dexter, Lie to Me, Mad Men.

4) Palavrões e sexo sem-vergonha.

Como o bom-mocismo sempre foi a via de regra das séries americanas, não era raro constatar, durante um episódio ou outro, que as pessoas simplesmente não falam daquele jeito. E não era necessário ser especialista no assunto para perceber que o sexo mostrado na tevê era, inclusive, monótono.

Parece que os canais perceberam que, com cenas de sexo mais cruas, não só mantinham a credibilidade intacta, como atraíam mais espectadores. Como as séries vão ao ar mais tarde, shit e fuck podem fazer parte do vocabulário dos personagens. Se são amplamente usadas na vida real, por que não na fictícia?

Onde encontrar: Bored to Death, Californication, Dexter, Mad Men, Nurse Jackie, Weeds.

5) Fora do centro.

É claro que a maioria das séries vai se passar ora em Los Angeles, ora em New York. -  7 das séries que assisto têm base na California e 4 se passam em NYC. E não é só pela beleza das cidades – é simplesmente mais fácil e prático filmar lá.

Porém, algumas das séries de maior destaque já não se baseiam nas cidades-padrão. Levando a trama para Albuquerque ou Washington, as cenas ganham novos ares e se tornam únicas.

Onde encontrar: Breaking Bad, House, Lie to Me, Weeds.

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Chorando (de rir) com as eleições

19 ago

Não, não pode fazer piada com candidato na tevê. Mas nem é preciso: eles falam por si só. Aliás, arrisco dizer que nunca na história deste país se viu tanta gente politicamente incompetente pretendendo cargo público. Nem é de estranhar que todo mundo queira uma fatia do bolo, afinal esta é uma das carreiras mais lucrativas deste Brasilzão.

Se há um lado positivo nessa história toda, é a estupidez do horário político. Embora reflita a verdadeira bagunça que é a política brasileira – e isso não é nada engraçado – ao menos podemos garantir as risadas do dia ao assistir os candidatos que nada têm a acrescentar fazer papel de idiotas.

Eleição é coisa séria, mas não dá pra não rir da capacidade humana de se expor ao ridículo. Até porque, quando chegarmos ao ponto de não rirmos de nós mesmos, podemos simplesmente… chorar.

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A campanha de Dilma (que é de Lula)

19 ago

A campanha de Dilma Rousseff usa e abusa da imagem de Lula, pura e simplesmente por causa da alta popularidade do presidente. Se o governo FHC tivesse boa reputação, Serra faria o mesmo. Apareceria nos santinhos ao lado do “salvador da pátria”, deixaria que falasse por ele em plena campanha política.

Esse tipo de coisa é errada porque Dilma não é Lula. Seu governo (e tudo indica que será seu governo) será diferente porque são pessoas diferentes que, embora concordem em muitas coisas, têm visões e opinões próprias.

Candidato que baseia o discurso em governo anterior (que sequer é seu) não merece ser ouvido. O brasileiro quer e precisa olhar para o futuro. Que fique claro: não voto em nenhum dos dois.

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Os indicados e esnobados pelo Emmy

28 jul

Adoro premiações, e isso não é nenhuma novidade. Assisto todas – de música, cinema, tv, teatro – do red carpet à after party, se deixarem. O Emmy, considerado o Oscar da TV, abre a temporada de grandes premiações e eu faço de tudo pra não perder – até porque assisto um milhão de séries, né?

Esse ano não houve grandes surpresas nas indicações, anunciadas no último dia 8. Aliás, a premiação costuma ser bastante previsível, e os mesmos nomes acabam sendo chamados ao palco. No entanto, estarei à frente da TV em 29 de agosto, quando serão anunciados os ganhadores, com meu balde de pipoca, torcendo pelos meus favoritos – Mad Men, Breaking Bad, Nurse Jackie, Dexter, The Big Bang Theory, House, Modern Family.

Infelizmente, não dá para encaixar todas as excelentes performances vistas na TV (que supera o cinema em originalidade) em apenas seis vagas para cada categoria. E todos os anos ótimos atores ficam de fora do clube privado de indicados ao Emmy. Abaixo listo, então, quem ficou de fora e merecia, ao menos, essa menção honrosa.

Melhor Ator em Série de Drama
Tim Roth (Lie to Me)
Jensen Ackles (Supernatural)

Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia
Ted Danson (Bored to Death)
Zach Galifianakis (Bored to Death)
Joshua Gomez (Chuck)
Paul Schulze (Nurse Jackie)
Justin Kirk (Weeds)
Ed Helms (The Office)

Mellhor Ator Coadjuvante em Série de Drama
Robert Sean Leonard (House)

Melhor Atriz em Série de Drama
Sally Field (Brothers & Sisters)

Melhor Atriz em Série de Comédia
Mary-Louise Parker (Weeds)

Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama
Rachel Griffiths (Brothers & Sisters)

Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia
Merritt Wever (Nurse Jackie)
Anna Deavere Smith (Nurse Jackie)
Elizabeth Perkins (Weeds)

E pra você, quem foi injustiçado ao ser esquecido esse ano?

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Eu vejo o futuro

25 jul

Não tenho bola de cristal, e nem é preciso para prever que, quando chegar o final do ano, Efêmera, disco de estreia de Tulipa Ruiz, estará, inevitavelmente, em (quase) todas as listas de Melhores do Ano.

O trabalho da cantora paulista é, porém, tudo, menos efêmero, passageiro. Sua doce voz faz do disco um chiclete – não dá pra parar de ouvir!

Tulipa faz parte dessa nova geração de grandes cantoras brasileiras e pode ser incluída na categoria de CéU e Tiê – nada mais justo.

Esse é mais um daqueles discos que você se sente uma grande idiota por não ter ouvido antes. Ficou curioso (a)? Ouça aqui e baixe algumas faixas no maravilhoso site da Trama Virtual.

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Música em palavras no Twitter

21 jul

Falei no post anterior sobre grandes escritores que têm parte de suas obras twitadas em até 140 caracteres. Outra forte tendência no microblog – e igualmente interessante – é a criação de perfis de bandas/compositores com o intuito de extrair algumas das melhores frases de letras que todos conhecemos e postá-las para seus milhares de seguidores. O sucesso comprova que ler um trechinho de All Star, do Nando Reis, já é o suficiente para sair cantarolando por aí. Em uma segunda feira chuvosa, vem a calhar.

Veja abaixo alguns dos mais interessantes tweets musicais:

  • TOM JOBIM (Siga) » “Mas a ilusão / Quando se desfaz / Dói no coração De quem sonhou, sonhou demais…”
  • NANDO REIS (Siga) » “Guarde esse amor, ele é todo seu. Lindo como a flor, livre como um Deus”
  • CHICO BUARQUE (Siga) » “Prefiro, então, partir; A tempo de poder; A gente se desvencilhar da gente”
  • VINÍCIUS DE MORAES (Siga) » “Não, tu não és um sonho, és a existência. Tens carne, tens fadiga e tens pudor no calmo peito teu…”
  • ALEX TURNER/ARCTIC MONKEYS (Siga) » “Mas todas as pequenas promessas não significam muito quando há memórias a serem feitas.”
  • LOS HERMANOS (Siga) » “… e se eu fosse o primeiro a voltar pra mudar o que eu fiz… quem então agora eu seria?…”

Tem sugestões? Deixe nos comentários. Porque boa música nunca é demais.

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