Imagino que você já tenha visto Friends, pelo menos uma vez na vida. A maioria já viu. Se não, também não vou explicar a série pra você ou contar a vida dos seis personagens – a Wikipedia está aí para isso. Parto do pressuposto de que todo mundo conhece Friends porque foi uma das sitcoms mais assistidas de todos os tempos, teve alguns dos melhores convidados especiais e levou gente como Jennifer Aniston ao estrelato.
Eu venho adiando este post há meses, porque sabia o quão difícil seria escolher os melhores episódios da série que marcou a minha vida. Abri todos os meus boxes, mas só coçava a cabeça, indecisa. Decidi “atacar” por temporada, escolhendo o melhor de cada, mas isso também não foi fácil. Cada temporada tem episódios consagrados, clássicos, mas também há aqueles que trazem as melhores lembranças. Portanto, não leve a mal as “menções honrosas” – há episódios que simplesmente não dá pra não citar. Veja se não é verdade:
1ª temporada, episódio 15: Aquele do “cara chapado”
Ross sai com Celia, do museu, que gosta de dirty talk – e ele não sabe bem o que dizer. Joey o ajuda. Chandler é promovido, mas pede demissão. Seu chefe o implora para voltar. Phoebe tem um amigo que vai abrir um restaurante e precisa de uma chef. Ela, é claro, indica Monica. Mas, quando o suposto amigo chega ao apartamento para provar a comida de Monica, ele está totalmente chapado.
Quote:
Phoebe: In the cab on the way over, Steve blazed up a doobie.
Rachel: What?
Phoebe: Smoked a joint. You know, lit a bone. Weed. Hemp. Ganja.
Rachel: Okay, okay. I’m with you, Cheech.
Menções Honrosas: Aquele do Blecaute, Aquele em que Rachel descobre
A revista Claudia conduziu uma pesquisa com 100 mulheres em posição de liderança. Eis o que elas mais querem:
Oportunidades de salários iguais;
O fim da violência;
Mais mulheres no poder;
Maternidade é opção;
Igualdade em casa;
Educação não sexista;
Saúde para todas.
É pedir demais? Não. Já estamos lá? Também não. Ainda lemos notícias como esta, somos 8,57% da Câmara e 11% do Senado, mulheres ainda morrem de câncer de mama (esse ano, serão 12 mil mortes), são o grupo que mais aumenta em casos de AIDS e as negras recebem em média 41% a menos que as brancas.
Neste Dia Internacional da Mulher, queremos mais acesso a atendimento de saúde, mais respeito como força economicamente ativa, salários iguais, postos mais altos, decidir sobre nosso corpo, maior representação política. Queremos mais.
O Oscar vai ao ar neste domingo, 7 de março, e eu vou assisti-lo. Ele é o ápice das premiações, e eu as adoro! Não há como negar que é uma grande festa, que começa já no tapete vermelho, com aqueles vestidos e jóias magníficos. É o glamour de Hollywood.
Entretanto, há uma parte que não é tão glamourosa assim. Se vivêssemos em um mundo perfeito, cada um seria recompensado de acordo com sua competência e talento, mas nem sempre isso acontece. Ano passado, eu vibrei (pra não dizer gritei) quando Kate Winslet, minha atriz favorita, ganhou sua estatueta – mas não me esqueço que foi sua sexta indicação sem nenhuma vitória, apesar de ser a atriz mais nova na história da premiação a receber cinco indicações. Brokeback Mountain perdeu pra Crash, Al Pacino só ganhou uma vez, apesar de suas oito indicações (!) e Sam Rockwell sequer foi indicado (!!)… esse é o lado feio do Oscar: deixar de fora quem merece e dar atenção a quem aparece.
Houve uma época, não muito distante, em que eu pensava que James Cameron deveria levar o prêmio pra casa, pelo caráter revolucionário de seu filme. Mas recentemente li uma estatística alarmante: Kathryn Bigelow, ex-mulher de Cameron, é apenas a quarta mulher a ser indicada ao Oscar. Pior: nenhuma ganhou (!!!). Não é por falta de diretoras (conheça algumas aqui), muitas delas competentes.
Houve quem não gostasse de Guerra ao Terror – eu não o achei magnífico, quase perfeito, como dizem por aí – mas não há como negar que o filme foi muitíssimo bem dirigido. Um filme (território masculino) sobre guerra (outro território masculino), dirigido por uma mulher. Tá aí o meu eleito.
Eu, que quero ser diretora um dia, acho o número ultrajante – assim como é inaceitável que Lee Daniels seja apenas o segundo negro a concorrer à estatueta (!!!!). O cinema pode ser majoritariamente masculino, mas quem disse que os prêmios são exclusivamente deles, homens brancos? As mulheres servem apenas para embelezar o tapete vermelho? Espero que amanhã à noite, Kathryn Bigelow faça história, porque é mulher, talentosa e merece. You go, girl!
Gilmore Girls deixou saudades. Tanto, que ando reassistindo todas as temporadas com minha mãe (sim, é de propósito). Se você assistiu à série, sabe que quando mãe e filha, Lorelai e Rory, alugavam filmes, compravam uma quantidade considerável de balas, chocolate, biscoitos e a boa e velha pipoca. Eu e minha mãe temos o mesmo ritual: só assentamos em frente à TV quando já temos algo para comer. Comer antes não vale, comer depois também não.
Grande parte das cenas mostradas na série envolvia comida. Eram os jantares na casa dos avós, a cozinha da pousada, a lanchonete do Luke, a pizza pedida pelo telefone… Café, então, aparecia aos montes, o que me ajudou a desenvolver o hábito de assistir séries tomando um cafezinho (ou até dois).
Se você conseguia assistir à série sem comer ou sentir fome, parabéns. Este é apenas um atestado do quanto a série era boa: com público majoritariamente feminino, as telespectadoras arriscavam as calorias a mais porque sabiam que valia a pena. A Gilmore Girls, a única série que abriu meu apetite.
SHAMELESS PLUG: visitem meu novo blog, A Petropolitana, sobre minha adaptação à nova vida na cidade serrana!
A Natura foi uma das três empresas brasileiras a entrar para a lista Global100, elaborada pela revista canadense Corporate Knights. As outras duas foram o Bradesco e a Petrobrás – e as três foram as únicas representantes das Américas do Sul e Central. No quesito Environmental Tracking Carbon Ranking, a fabricante de cosméticos foi a primeira colocada.
Não é novidade que a empresa valoriza o meio-ambiente e a prática sustentável. Essa consciência vai da matéria prima às embalagens – paga menos quem opta por refil, por exemplo. O objetivo é fornecer artigos de qualidade e luxo – no caso, produtos de beleza – agredindo cada vez menos o meio em que vivemos. Isso tem nome: sustentabilidade. A Natura, portanto, está de parabéns.
Linha Ekos: 812 produtos, 50 milhões de consumidores em 8 países.
A mídia adorou divulgar a notícia – que é boa, para variar. Mas há algo sendo esquecido: Natura, Bradesco e Petrobrás são exceções. É claro que há pessoas e empresas envolvidas com a mudança de comportamento que a condição do planeta exige. Há dois dias, por exemplo, estive em uma loja de artesanato onde toda a madeira utilizada na confecção de quadros e objetos decorativos é reflorestada – louvável.
Grande parte das empresas, entretanto, sejam elas pequenas, médias ou de grande porte, ainda não se comprometeu com a causa. O que quer que esteja faltando para dar o próximo passo, para que se assuma esse compromisso – consciência, medo do “verde” ou mesmo incentivo fiscal – deve ser sanado ontem. Ou antes que seja tarde demais.
Nem só de celebridades é feito o Twitter. Tem muita gente interessante tuitando informação e impressões que se fazem muito relevantes – e não digo só a @rosana ou o @interney, que estão entre os tuiteiros mais populares. Listo abaixo jornalistas, professores, gente como eu e você, que valem o follow.
@inagaki
Alexandre Inagaki é jornalista e um dos blogueiros de maior destaque no Brasil. Não é à toa. Tanto em seu blog quanto no microblog, Inagaki fala com bom humor sobre atualidades, games, música, futebol. E, de vez em quando, nos faz inveja com os eventos legais dos quais participa. Mais universal, impossível.
@denisearcoverde
Download de livros, BBB, gravidez e amamentação são alguns dos temas que Denise comenta – alguns são polêmicos, porém muito interessantes. Seus tweets sempre contribuem para me manter informada.
@josenilsonfj
Josenilson foi meu professor de Português no fim do Ensino Médio, mas seus interesses vão muito além da nossa língua. Jose tuita sobre educação e tecnologia – temas atuais e importantíssimos.
@screamyell
Marcelo Costa é quem está por trás do Scream & Yell, site que já virou referência sobre música e cinema de bom gosto. Ele, portanto, sempre compartilha suas impressões sobre novidades no mundo da música ou sobre um filme que tenha acabado de assistir. E descontraidamente, sem querer dar uma de quem tem moral pra falar (apesar de ter).
@joaosergio
Quando estudamos juntos no CEFET, João Sérgio era o tipo de aluno que se destacava por sua inteligência. Alguns anos depois, isso não mudou. No Twitter, quase 500 seguidores compartilham de seu ativismo – ele defende a liberdade online e o software livre. Além disso, está ligado em tudo que acontece na política nacional.
Se eu acrescentar com meus tweets a alguém o que essa galera me acrescenta, me dou por satisfeita.
Eu estou no Twitter porque é a melhor forma de interação – e não apenas social – na web. Através dele, conheci melhor pessoas com quem convivo e me informei sobre assuntos de meu interesse. Hoje é minha principal fonte de informação – pasme! – e não vivo sem.
Os famosos também aderiram à onda, mas é bem provável que os motivos deles sejam outros. Atualmente, é a forma mais prática de medir a popularidade, manter contato com os fãs e chamar mais atenção. Lily Allen e Lenny Kravitz premiam seus seguidores com os concorridos ingressos para seus shows e ontem mesmo Jason Mraz fez uma promoção em tempo real – quem tivesse o maior resultado no teste de QI (e superasse o seu, de 97) participaria de seu próximo clipe, ganharia US$100 e um iPad, antes de chegar às lojas.
Com a quantidade crescente de famosos na rede, é difícil saber quem seguir. Para não poluir minha timeline, sigo apenas aqueles que gosto ou que tem qualquer importância para mim. É por isso que sigo William Bonner e não Luciano Huck, Lulina e não Britney Spears.
Apresento, portanto, cinco celebridades que, a meus olhos, merecem ser seguidas. São elas:
@LennyKravitz
Para os fãs, como eu, é um prato cheio. Lenny posta vídeos e fotos diversas e ainda sorteia ingressos para seus shows – pena que a turnê de It’s Time For a Love Revolution não tenha passado pelo Brasil! E, considerando que trata-se de um dos artistas mais completos e talentosos (porém, menos valorizados) da atualidade, que esteve num dos filmes mais badalados do ano (Preciosa), segui-lo pode ser uma boa ideia.
@CraigyFerg
Vale muito a pena para quem se identifica com o humor vezes ácido, quase sempre inteligente de Craig Ferguson, apresentador do Late Late Show. Seus tweets alegram meu dia.
@bandagentileza
Você pode não conhecer, mas a Banda Gentileza lançou um dos melhores CDs nacionais de 2009, com uma mistura irresistível de samba e MPB. Em sua página no Twitter, os rapazes de Curitiba interagem com os fãs, retuitando e respondendo (inclusive esta que vos escreve), e informam de shows futuros. Pode não parecer muito, mas eles os fazem com muito bom humor.
@Fanitelli
O líder do Teatro Mágico, Fernando Anitelli, tuita sobre projetos atuais e futuros, mas principalmente sobre música independente. Rapaz inteligente – basta conferir as letras do TM – Anitelli apresenta ótimos argumentos sobre a questão da distribuição de música. O tema não poderia ser mais atual.
@simonpegg
Sou fã de carteirinha de Simon Pegg – vi grande parte de seus filmes (inclusive aquele com duas excelentes atrizes, Megan Fox e Kirsten Dunst) e procurei a série Spaced até encontrar. E Pegg não é pouca coisa: esteve em Star Trek e Era do Gelo 3 e já terminou de filmar o aguardado As Aventuras de Tintin. O interessante é que Pegg tuita sobre a parte normal de sua vida: ir trabalhar, levar a cachorra pra passear. Além disso, ele responde perguntas dos fãs, num concurso no melhor estilo “os cinco primeiros”.
Esse post terá uma segunda parte, onde listarei pessoas que não precisam ser celebridades para se fazerem relevantes no Twitter.
A não ser que você tenha acesso à televisão de outros planetas, você deve concordar comigo: o padrão de qualidade na televisão só cai. E, infelizmente, isso não é nenhuma novidade. Vivemos na era dos reality shows, dos programas de auditório, do jornalismo espalhafatoso. O fenômeno é global – tanto que é provável que metade dos países do mundo tem versão própria do Big Brother.
Mas eu ainda sou uma entusiasta da TV – a americana. Não me leve a mal: ainda há conteúdo respeitável sendo produzido no Brasil. Eu diria que é uma questão de identificação, e quando eu estava no início do meu curso de inglês, cismei com David Letterman. E era uma cisma mesmo: não sosseguei enquanto não conseguia entender tudo que ele falava. Fui fiel ao Dave por muitos anos, mas, com a popularização do YouTube, descobri Jonathan Ross, Jimmy Kimmel, Conan O’Brien, Jay Leno… apresentadores de talk shows é o que não falta. E se há quem não gosta de ir para a cama sem o Jô, eu não gosto de passar uma semana sequer sem ver o que rola no mundo das entrevistas.
Foi procurando vídeos do James McAvoy que me deparei com Craig Ferguson. Procurava entrevistas do James porque havia acabado de assistir O Último Rei da Escócia e fiquei boquiaberta com aquele sotaque diferente que ele tinha! Por volta de 20 entrevistas depois, eu entendia cada vírgula que saía da boca dele, e me apaixonei perdidamente pelo sotaque. Ver não só um, mas dois escoceses conversando foi a minha ideia de céu linguistico. Nunca mais parei de ver o programa do Craig, que uma fã fielmente disponibiliza toda semana no YouTube.
Mas nem todo mundo dá esse crédito todo ao Craig Ferguson. O programa dele não é ao vivo, não tem banda e tem um cenário nada sofisticado. O apresentador tem um sotaque engraçado e vai ao ar bem tarde, já depois do Letterman. O próprio Ferguson brinca com o fato de que seus convidados podem falar o que quiserem no ar, já que não tem quase ninguém assistindo.
Craig não é só engraçado: ele é inteligente. Combina o status de apresentador de TV, comediante stand up, autor de dois livros, ator de TV e cinema e roteirista (de O Barato de Grace, que também estrela). Nada mau para quem, até um tempo atrás, era só um alcoólatra e drogado. Hoje Craig tem um público cativo (ainda que pequeno) porque é um dos poucos que conseguem tirar sarro de quem merece (leia-se John McCain, não Britney Spears) de forma inteligente, seja com esquetes ou piadas. E é o único apresentador com uma caneca de cobra.
Ontem, 23 de fevereiro, Craig fez um programa ainda mais diferente: dispensou a plateia e convidou Stephen Fry como seu único entrevistado. Os dois conversaram o programa todo, sobre temas variados, como sexo, redes sociais, poesia, a América e meio-ambiente. Fry também é um homem interessantíssimo: ator, escritor, blogueiro, twiteiro, documentarista, formado em Cambridge, ele sabe falar sobre tudo. O que algumas pessoas acharam chato, eu achei ousado, brilhante. Mesmo na era do 3D, acredito que entretenimento pode ser duas pessoas inteligentes conversando, mas infelizmente isso não é suficiente pra muita gente.
O que Ferguson fez ontem não é necessariamente inovador. Marília Gabriela e Charlie Rose o fazem há anos, rotineiramente, na televisão. Mas a atenção dada ao episódio de ontem se justifica por dois motivos: 1) conquistou mais respeito para o talk show host mais injustiçado da América e 2) provou que a qualidade de um programa de entrevistas não é proporcional às risadas da plateia.
Parabéns, Craig Ferguson, por desafiar o conceito de boa TV. Deus sabe que se fazia necessário.
Moon (no Brasil, Lunar) é o tipo de filme que agrada ou a gregos, ou a troianos. É uma ficção científica dramática, com um enredo que confunde, mas encanta. Já falei dele por aqui, quando citei a campanha iniciada por Duncan Jones, diretor, pedindo um Oscar para Sam Rockwell, astro do filme. O abaixo-assinado reuniu milhares de assinaturas, todas em vão: os indicados à premiação da Academia foram, mais uma vez, os mesmos da panelinha de sempre.
Ontem, porém, quem foi agraciado com uma estatueta foi o próprio Duncan. Outstanding Debut by a British Director (Melhor Estreia de Diretor Britânico) foi o prêmio que abriu a cerimônia do BAFTA, e Duncan o recebeu das mãos de Colin Firth, que mais tarde seria agraciado com o título de Melhor Ator. Emocionado, disse que finalmente sabia o que queria fazer da vida e agradeceu a todos que proporcionaram a realização de seu sonho.
Para quem sonha um dia também subir ao palco da Royal Opera House de Londres e descer com uma máscara de ouro daquelas, foi bonito, emocionante. Não foi, nem de longe, o prêmio mais badalado da noite, mas Jones twitou, horas mais tarde: “Estou morto de cansaço, mas me recuso a ir dormir”, tamanha a emoção!
O significado do prêmio do jovem cineasta passou despercebido, ora pela batalha dos ex-cônjuges (vencida por ela), ora por discursos de príncipes. O significado, porém, é este: filho de ninguém menos que David Bowie, graduado em Filosofia, ex-publicitário, angaria fundos modestos (algo em torno de US$5 milhões) para seu primeiro filme, conquista o melhor protagonista possível, dirige-o com maestria, criando sets econômicos e inovadores e ganha prêmios de grande prestígio. Eu vejo algo de muito especial nessa trajetória: é o sonho, a modéstia, o nascer para o cinema. Duncan e eu temos mais em comum que a admiração por Sam Rockwell.
A vitória do estreante Jones foi a mais importante da noite – mais, inclusive, que a de Kathryn Bigelow – porque mostra que, embora haja muitos Michael Bays, a nova geração de cineastas está disposta a criar obras de verdadeira profundidade e relevância. Graças a Deus.
Não sou fã de futebol. Uma vez me impuseram ser flamenguista e eu não conseguia fugir da algazarra em que se transformava minha casa quando o Flamengo jogava. Todo esse fanatismo me fez decidir, por volta dos 9, que odiava futebol.
E odiei futebol durante muito tempo. Não tinha o mínimo de paciência para a coisa. Quando meu namorado pediu que eu usasse o rótulo de botafoguense, não impus qualquer objeção, afinal nunca tinha sido flamenguista de verdade. Anos mais tarde, me pego lendo notícias do time, vibrando com gols e ensaiando argumentos de defesa quando citam a última goleada sofrida pelo Botafogo. Quem diria…
Um assunto muito mais importante, porém, é a sustentabilidade. Sem querer voltar ao tópico “vamos-pagar-o-preço-de-nosso-consumo-desenfreado” (e vamos!), é fato que atualmente todas as grandes empresas tem se voltado para o tema, buscando formas de diminuir seu impacto no planeta e, de quebra, vender mais para aqueles consumidores mais exigentes.
Essa do Arsenal meu namorado tem – e é bem quentinha!
Como o futebol tem estado mais em minha mente, me peguei pensando: por que as camisas de futebol são tão quentes? É claro que o material de que são feitas (as originais) é de ótima qualidade, o que justifica seu alto preço. Mas as fabricantes esquecem que o Brasil, país do futebol, é tropical. Ou seja, no verão, é praticamente impossível usar a camisa do time para comemorar uma vitória.
Usando como ponto de partida o fato de que roupas mais frescas economizam energia, já que evitam que se ligue ventilador e ar-condicionado, seria ideal que as empresas fabricantes começassem a pensar em tecidos iguais em qualidade, porém mais frescos (e, de preferência, mais baratos). O pensamento sustentável faz bem pro planeta, para o consumidor e para as empresas. Pena que algumas ainda não se deram conta disso.
Se alguém conhece algo sendo feito neste sentido, adoraria saber – por favor, deixe um comentário.
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